O Professor e Escritor Aluízio Azevedo Junior fez uma doação de alguns exemplares do seu novo livro "Intifada dos Pinholés para a Biblioteca Municipal Celina Duarte, Museu Zulmira Bezerra de Siqueira e para a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Intifada dos Pinholés é o mais recente livro do escritor e artista plástico Aluísio Azevedo Júnior. É um romance, porém, uma linha muito tênue o separa da nossa atual realidade. A obra trata da necessidade de se fazer uma modificação na administração pública, de maneira global, com a iniciativa partindo do próprio povo.
Intifada é um termo que poderíamos traduzir como "revolta”, ideia frequentemente empregada para designar uma insurreição contra regime opressor. Castanholas é a cidade fictícia onde se passa o enredo, construído com muita desenvoltura e segurança pelo autor, que, além de tratar de questões politico-filosóficas, descontrai o leitor com períodos de humor estrategicamente ajustados à estória, desenvolvida com perspicácia e talento.
O livro começa de forma lírica e criativamente poética, com uma reunião em um pequeno bar, chamado “Pedacinho do Céu”, da proprietária Maria do Céu, e frequentado pelos amigos Feliciano da Cunha Bueno e Antônio José Jorge Dofredo. Nesse bate papo cotidiano, em que brotam os mais variados assuntos, filosóficos, políticos, religiosos e ideológicos, nasce o embrião da revolução que atinge e motiva toda a cidade para esta questão, tudo através de um simpático personagem com que o leitor irá se identificar.
A revolução na pequena cidade de Castanholas designa uma transformação profunda, um movimento de grandes proporções, que rompe com o que existia até então. Insurreição historicamente surgida das bases da sociedade e envolvendo um grande número de pessoas, alterando as estruturas politicas, econômicas e sociais. Poderíamos citar a própria Revolução Francesa, de 1789, como um exemplo, que contou com o envolvimento popular nas cidades e no campo e transformou a ordem vigente.
Nas palavras do autor, “a Intifada é um sonho de transformação. O jovem que adormece, apenas para viver este sonho, representa a Esperança, a certeza de que o futuro da comunidade será construído pelas mãos desalienadas, solidárias, empreendedoras dos novos cidadãos."
Aluísio Azevedo Júnior confirma com seu romance a conhecida frase de Aristóteles - “O Homem é um animal politico”. Sua obra nos leva a pensar e interrogar nossa participação em questões politicas e em causas sociais de importância coletiva, e ao mesmo tempo nos faz devanear com o pensador Inglês Thomas More e sua clássica obra “Utopia”.
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