O processo
histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a
ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de
transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a
proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em
diferentes revoltas. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução
Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.
Podemos
destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da
cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias
urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação
política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que
saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento
positivista, defensor de um governo republicano centralizado.
Além dessa
demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha
abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime
monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves
do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho
legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma
opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava.
O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.
Por
Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

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